O amor próprio

Caros amigos(a) e seguidores da minha página, encontramo-nos numa altura muito especial, onde nos impulsionamos à partilha de afetos, de ternura, à tolerância e ao amor. Esta quadra conduz-nos à magia do Natal, magia essa que tem como propósito o amor, cabendo-nos a cada um de nós poder vivê-la com toda a intensidade possível para nos sentirmos mais realizados e felizes.


O QUE SIGNIFICARÁ O AMOR?

Para mim, é certamente um sentimento de carinho e demonstração de afeto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar.

O amor motiva a necessidade de proteção e pode-se manifestar de diferentes formas: amor materno ou paterno, amor entre irmãos (fraterno), amor físico, amor platónico, amor à vida, amor pela natureza, amor pelos animais, amor altruísta, amor próprio, e etc.

Definir o que é o amor não é uma tarefa fácil, pois para cada pessoa o amor pode representar algo diferente. O beijo é uma das maiores expressões de amor que o ser humano conhece. Um casal, coberto pelo dourado manto do amor, define assim o sentimento no quadro O Beijo que Gustav Klimt pintou entre 1907 e 1908.


Mas gostaria de abordar aqui um tipo de amor específico: O amor próprio, ou seja, o amor que as pessoas têm por si mesmas. Muitas vezes as pessoas, por causa de crenças, fraquezas antigas, de crises mais recentes, não conseguem defender os seus interesses para satisfazer as suas necessidades. É um grande tema da psicologia e da psicanálise, já que faz parte do quotidiano dos profissionais destas áreas.

Para ter amor próprio, não significa que a pessoa deva ter sempre os seus desejos satisfeitos, ser egoísta ou pisar os outros. O amor próprio faz com que as pessoas hajam positivamente, procurem evitar pensar no passado quando há tristezas ou mágoas, que procurem lembrar que foi mais uma experiência para poder evoluir, procurando tirar proveito daqueles acontecimentos.


Ponto de reflexão: depois deste meu artigo (post) sobre o Amor, o que de mais importante eu poderia transmitir-lhe? R: SER FELIZ NO PRESENTE.


O momento certo para ser feliz é o dia de hoje, aqui e agora! Este artigo é dedicado ao amor praticado no nosso dia-a-dia, com o propósito de levá-lo(a) a reconhecer as dádivas do seu presente e o que pode fazer para ser a melhor versão de si próprio (a), contribuindo assim para a felicidade de outras pessoas . Todos queremos estar bem, ser felizes, e podemos aprender a sê-lo: na maior parte das vezes basta alterarmos a forma como vemos o mundo, ressignificando as atitudes dos outros que terão impacto em nós. Todavia essa capacidade de compreender o outro, é algo que temos de reconhecer intrínsecamente para desenvolver o melhor de nós a cada dia, a cada momento, determinando as ações que podemos adotar e que vão ajudar a vibrar nesse padrão mais positivamente.


A felicidade de amar o próximo como a si mesmo, não se resume a alcançar estados momentâneos, ela engloba também a ideia de uma vida autêntica.


Nesta quadra, por forma a exercitar o seu amor próprio, convido-o(a) a praticar o elogio diariamente:

  • Elogie-se a si mesmo(a) sobre algo que tenha feito de bom - desta forma, estará a reconhecer-se e a mimar-se, a materializar um sentimento positivo que o(a) fará sentir melhor consigo próprio(a)

  • Elogie outra pessoa, sobre uma qualidade ou característica (um elogio sincero, baseado numa ponderação e apreciação sua sobre esse pessoa), sem esperar nada em troca - desta forma, estará a espalhar o espírito natalício de positivismo e fraternidade e isso contribuirá para o seu sentimento de plenitude, de pertença e consequentemente de alegria consigo próprio(a). Para além do eventual agradável retorno que possa ter com essa ação, mesmo que não deva ser esta a sua motivação - mas um sorriso contribuirá concerteza para iluminar o seu dia.

Por fim, convido(a) a questionar-se, no final de cada dia, como um exercício simples de auto-reflexão:


“O que fiz hoje que fez verdadeiramente sentido para mim?”

Carla Pereira